“Para fazer balaio é
preciso trazer taquara, mas a tinta não tem aqui na Aldeia, então nós trazemos
a tinta lá do centro.”
(Lisiane Timóteo – 15 anos,
5º ano)
“Para fazer balaio é
preciso ser usado: taquara e tinta. Pouco se acha aqui, achamos taquara, mas
tinta não. A tinta tem que ir lá na cidade e comprar.”
(Francisco Cabrino G.
Timóteo – 12 anos, 5º ano)
“Balaio, os índios
fazem só para vender, porque precisa de dinheiro e para guardar feijão e milho.
Tem que ter taquara para fazer balaio.”
(Lucimara G. Timóteo –
9 anos, 4º ano)
“Bom! Falamos de artes
Guarani... Muitas pessoas falam que fazer artesanato não é um trabalho, mas é
sim! Como não-índio fica na farmácia ou em outro lugar, nós também podemos
dizer que isso não é trabalho.
Enfim, falamos de balaios,
antigamente os balaios foram usados pelos próprios índios Guarani. Estamos
trabalhando dificilmente, porque hoje em dia tudo é difícil, precisamos comprar
ferramentas e tintas, para mostrar esse trabalho. Antes não era necessário
comprar tudo isso, mas não quer dizer que estamos esquecendo, ainda sabemos
muito bem do modelo e do desenho do balaio.
Hoje precisamos de dinheiro até para
trabalhar, precisa comprar faca, lima e tintas.
(Marco Adolfo Benites –
6º ano)
“Para fazer o cesto e
balaio nós precisamos de taquara e tinta. A taquara ainda se encontra na
Aldeia, mas a tinta nós não encontramos mais na Aldeia. Tem um tipo de árvore,
mas aqui não tem mato para encontrar essa árvore. A tinta nós encontramos na cidade e
precisamos comprar.
E antigamente o cesto
era para levar semente de milho, de melancia, de mamão, de melão e de feijão, e
servia também para levar as crianças. Mas hoje, as pessoas fazem cesto só para
vender, para ganhar dinheiro e com o dinheiro as mães compram algumas coisas
para alimentar as famílias.”
(Giovani da Costa
Fernandes – 6ª série)
Nenhum comentário:
Postar um comentário